<em>Repsol</em> autuada

A delegação de Setúbal da Inspecção Geral do Trabalho decidiu levantar um auto à Repsol (Petroquímica de Sines), depois de a administração da empresa ter ignorado as advertências que a instavam a pôr termo à discriminação salarial, praticada desde Janeiro de 2006, informou sexta-feira a Federação Intersindical da Metalurgia, Metalomecânica, Minas, Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás. A Fequimetal/CGTP-IN afirma que a retenção de aumentos salariais foi utilizada pela Repsol «como método repressivo» sobre os trabalhadores associados de sindicatos seus filiados, que se opõem à destruição do Acordo de Empresa e não abdicam dos direitos nele consagrados.
Com a intervenção da IGT, fica confirmada a importância de os trabalhadores resistirem com firmeza e determinação, quando são colocados em perigo conquistas alcançadas com muitos anos de luta, salienta a federação, que reafirma as acusações de práticas repressivas naquela unidade da multinacional espanhola.


Mais artigos de: Trabalhadores

Razões de Estado

A adesão dos trabalhadores da administração central, regional e local à greve geral seria plenamente justificada como resposta à feroz ofensiva do Governo, que impôs perdas do poder de compra e aumentou a idade de reforma e que quer impor a precariedade e liquidar direitos. Mas a luta dirige-se também contra graves alterações na Administração Pública, que ameaçam funções sociais do Estado e direitos de todos os portugueses.

Contra cortes nas pensões

Reduzir o valor das pensões ou aumentar os anos de trabalho não são alternativas de futuro para o financiamento da Segurança Social, salientou a central.